Se liga Roda a Cidade entrevista Emblues Beer Band

Roda a Cidade entrevista Emblues Beer Band

O Roda a Cidade fez um uma entrevista bem divertida com o Emblues Beer Band


03/06/2017 - Mayara Simeão

Conversamos com o Emblues Beer Band – formada por Rafael Pajé (Washboard), Fábio Véio (Trompete), Alberto Moura (Baixo Acústico), Juan Jarandilha (Vocal e Ukulelê) e Marcel Moreno (Vocal e Violão) -, uma banda que mescla blues, sertanejo de raiz e outros gêneros, utilizam de acontecimentos cotidiano para criar suas canções, e fizeram da rua o seu maior palco conversaram com o Roda a Cidade.

Mayara (Roda a Cidade):O inicio do trabalho de vocês foi na cidade de Embu das Artes. Qual a ligação de vocês com a cidade?

Emblues Beer Band: Nos conhecemos em Embu das Artes quando tocávamos em um Bloco de Carnaval, chamado Desbundas Artes. Embu das Artes foi onde nasceu e cresceu o Emblues. A nossa ligação com Embu já foi mais forte, quando nos apresentávamos tocando na rua e passando o chapéu semanalmente na feira de artesanatos que rola no centro histórico. Mas com tempo começamos explorar outros lugares, preencher agenda de shows nos fins de semana e hoje em dia, tocamos no Embu quando estamos raramente livres.

.O Emblues Beer Band é uma mescla de sons. Vocês podem explicar mais sobre isso?

Por ter formação e ser uma banda que toca na rua, tocamos musicas para cativar o publico. Com originalidade, tentamos de alguma forma fazer as pessoas que estão circulando prestar atenção no que estamos tocamos, Acho que não existe algo mais excitante do que fazer o simples e usar instrumentos de jazz, folk e botar nossa caipiragem no meio.

Quais são as suas influências nacionais?

Temos influencia bastante no sertanejo de Raiz do Tião Carreiro, no guru da Sociedade Alternativa Raul Seixas, no vaqueiro solitário Bob Joe, a galera da vanguarda paulista do Lingua de Trapo, Eduardo Dusek e bandas de amigos que também tocam na rua como Mustache e os Apaches, Cabaret Três Vinténs, Bardo e o Banjo, entre outros!

O Blues é um estilo musical que começou no extremo sul dos Estados Unidos. O que levou vocês a adotarem o gênero?

Na verdade não adotamos o gênero Blues, talvez seja mais no nome, mas fazemos uns blues porque ele cabe com tudo, com quem tá triste ou feliz, com quem tá na rua ou no balcão do bar, cabe com todos estados de espirito e que morde todas gerações!

Na hora de compor, vocês se inspiram em fatos que realmente aconteceram?

Sim, “a gente aumenta mas não inventa”, sempre tirando onda de algum amigo ou de alguma situação que aconteceu e acontece com a gente, dia a dia.

Recentemente vocês lançaram o álbum “Primeiro Gole”, já há outro projetos em mente?

Sim! Mas ainda só em mente e vendo forma de captar recurso pra lançar o nosso segundo EP, “Segundo Gole”, o nosso primeiro DVD “Tomando o Porre” e também trabalhar o Emblues Toca Raul!, queremos fazer uma releitura e tributo ao Raul Seixas.

Eu soube que vocês tem um bloco de carnaval, pode me contar melhor sobre ele?

Sim, alguns dos integrantes do Emblues ainda fazem parte. O Pajé, Marcel e Juan participam e ajudam a organizar o Bloco Debundas Artes. Desbundas Artes é um autêntico bloco de rua, livre, tem oficinas gratuitas antes do carnaval e apresenta seu cortejo nas ruas de pedras do centro histórico do Embu das Artes. O Desbunda faz o resgate da tradição desse estilo antigo e alegre de fazer a festa, que propõe um carnaval com marchinhas clássicas, fantasias e muita folia.

Vocês tem experiência como artistas de rua. Há uma diferença entre tocar na rua e em um lugar fechado?

Muita, a rua é livre de catraca, de ingresso, de couvert e a gente paga de fato o valor justo pra arte de acordo com o que temos no bolso. Na rua todo lugar é palco, na altura do publico e aberto pra todo tipo de idades, sexualidades e crenças, é mais democrático. Lugar fechado… O nome já até diz, né!? rs

Se ficou com curiosidade para curtir o som do Emblues Beer Band, escute o álbum na íntegra!