Se liga Feeling Pro Rock promove o gênero no Brasil

Feeling Pro Rock promove o gênero no Brasil


17/04/2016 - Vinicius Brito Ferreira

Com a ideia de impulsionar o rock nacional, no dia 16 de abril, o Feeling Pro Rock colocou quatro das principais bandas brasileiras da atualidade para dividirem o mesmo palco e o resultado foi ótimo.

Por volta das 11h, a aglomeração ao redor do espaço Victory – localizado no bairro da Penha em São Paulo -, começou rapidamente a diminuir, e as pessoas entraram para curtir o som de Medulla, Drive-In, Zimbra, Terror do Nunca, Finger Hooks, Only, Luanda, On Target, Test Drive, Newtrand, Insana, Pier 13, Alaska, Holiman e Cartas de Bordeaux. Foram o aquecimento do público para as quatro bandas principais que estavam por vir.

A banda paulistana Glória – que tem em seu repertório um som mais pesado das demais -, entrou as 19h15. Apostando em um set que tinha como base o seu álbum [RE]Nascido, apresentou um show bastante enérgico e interativo. O grupo comandado pelo vocalista Mi Vieira, já tinha o público nas mãos logo nos primeiros acordes de “A Arte de Fazer Inimigos”, segunda canção da noite.

Mosh pits a parte, a banda fez um show bem equilibrado com escolhas de músicas interessantes, mantendo a plateia aquecida durante toda apresentação, seja em momentos de extrema agressividade como em “É Tudo Meu” ou momentos mais calmos como a balada “Tudo Outra Vez”. Ainda deu tempo de apresentar “Chama”, primeira música do “Quinto”, próximo álbum da banda Glória.

Assim que o Glória deixou o palco foi a vez da Vespas Mandarinas assumir o controle do Feeling Pro Rock, com suas letras bem elaboradas, a banda liderada por Thadeu Meneghini e Chuck Hipólito apostou em um set bem escolhido e com fidelidade em seu público para entregar um show conciso e divertido. Apesar de contar com uma plateia visivelmente menor que os dos dois shows que estavam por vir, o Vespas Mandarinas saiu do palco com sensação de dever cumprido e com certeza angariou mais alguns fãs.

O relógio já marcava quase 21h, quando a Fresno entrou no palco. O quarteto gaúcho fez no Feeling Pro Rock mais uma parada da sua extensa turnê em comemoração aos 15 anos de trajetória. Com o tempo de show reduzido, a banda tentou tocar as canções que os fãs queriam ouvir e não decepcionou.

Não foram raros os momentos em que o som do público cantando era mais alto do que o do próprio grupo. As músicas como “Milonga”,”Eu Sou a Maré Viva” e “A Minha Historia Não Acaba Aqui” eram cantadas a plenos pulmões no espaço Victory lotado.A banda também fazia questão de demonstrar em todo momento como estavam felizes por estar ali e pelo carinho que vinham recebendo de seus fãs fervorosos.

O show da banda porto-alegrense ainda contou com um momento inusitado, após diversos pedidos do público para que a banda tocasse a canção “Cada poça desse rua tem um pouco de minhas lágrimas”, o frontman da banda Lucas Silveira se dirigiu aos espectadores e perguntou: “Essa música é muito longa, se a gente tocar ela vamos ter que cortar duas outras, é isso mesmo que vocês querem?” e foi prontamente respondido com um “Sim”. Sem escolha, o Fresno tocou a tão pedida música com apenas uma condição imposta pelo vocalista: “Então vocês vão ter que cantar ela do inicio ao fim, todos vocês!”. Mais uma vez acompanhar a canção não foi um problema para a plateia, devido a alteração inesperada no setlist a banda encerrou o show com “Revanche” e saiu do palco aclamada.

O NxZero então subiu ao a palco para encerrar a noite – a banda vem trazendo a turnê de divulgação de seu novo disco, “Norte” que permeia a maior parte do set – , iniciando sua performance com “Modo Avião” e logo em sequencia “Não é Normal”, com o vocalista Di Ferrero interagindo a todo momento com o público presente.

Após o fim da segunda música o vocalista já perguntava: “Vocês tem hora para voltar pra casa? Só amanhã então?”. Assim soltava mais uma sequencia de músicas queridas pelo público como “Pedra Murano”, “Cedo ou Tarde” e “Daqui Pra Frente”, que ganhou uma versão repaginada.

A banda então começou a alternar entre músicas do disco novo e sucessos antigos e deixou palco com uma mistura de lamentos dos que queriam mais com a felicidade dos presentes.

O Feeling Pro Rock é um projeto – criado pela Feeling Produções -,  bem interessante e que no final apresentou um resultado muito satisfatório, tanto para o público quanto para a organização do evento. Se a intenção era mostrar que o rock nacional ainda é muito forte, eles conseguiram sem dúvida. A segunda edição foi anunciada ontem mesmo para o mês de setembro.