Se liga “Era o Hotel Cambridge” a realidade sobre as ocupações

“Era o Hotel Cambridge” a realidade sobre as ocupações

Um filme nacional que narra a luta do movimento FLM para manter ocupado um velho hotel na Avenida Nove de Julho


23/03/2017 - Mayara Simeão

Fomos na estreia do longa metragem nacional “Era o Hotel Cambridge”, um filme que narra a dura realidade das ocupações realizadas por movimentos como o Frente de Luta pela Moradia (FLM) – que podem sim ser financiados por partidos políticos, mas isso não vem ao caso -, mas tem um ideal importante de promover um direito de todos: a moradia.

 

Quando o filme começou, eu jurei se tratar de um documentário, mas logo apareceu José Dumont e Suely Franco. Porém, de ficção não tinha nada e sim uma história fiel aos dias de uma comunidade, que fez de um prédio abandonado um lar para se viver.

 

Carmem Lúcia, a líder da Frente de Luta pela Moradia (FLM) interpreta ela mesma durante a narração assim como os outros moradores que atuam muito bem nas filmagens da diretora Eliane Caffé.

 

No filme, mostra que muitos ali trabalham, diferente de mídias e pessoas que sugerem “um bando de vagabundos”, são famílias que vivem com regras de ajudar R$150 para as despesas comunitárias, não beber, respeitar a proibição de festas e de receber visitas até as 22h.

 

Todos buscam viver em harmonia, as tarefas bem divididas, um senso de comunidade que é um exemplo para os condomínios de luxo.

 

Entre os moradores, tem muitos refugiados, como sírios e congolês que vem com a ideia de que o Brasil “é um país de braços abertos”, chegam aqui e o “refúgio prometido” é basicamente um “se vira”. Em uma cena um congolês admite “Na ONU o Brasil faz bonito…”.

 

Chegando ao fim, o roteiro de “Era o Hotel Cambridge” apresenta uma realidade cruel, os comentários da internet, como eles podem ferir uma pessoa.

 

O filme é ideal para nos fazer refletir sobre a quantidade de prédios abandonados e a quantidade de pessoas sem moradia, que não tem condições para pagar um aluguel. É difícil não sentir empatia pela luta por um direito.

 

Aquela portinha vermelha em plena Nove de Julho não foi a mesma…

 

Confira o trailer do “Era o Hotel Cambridge” :