Se liga Apoio cultural tem sido alternativa para a promoção de projetos

Apoio cultural tem sido alternativa para a promoção de projetos

Esse espaço para projetos tem sido adotado cada vez mais pelas empresas como uma alternativa para um serviço de promoção de marcas


21/02/2017 - Lucas Hensou

Não são todos os projetos que conseguem um patrocínio, apenas acabam ganhando a atenção dos patrocinadores os que se destacam e possuem um potencial forte para gerar interesse na mídia. Mas para aqueles que possuem um projeto de alcance mediano, o apoio cultural acaba sendo uma grande opção. Tanto o patrocínio quanto o apoio são difíceis de conseguir, mas o apoio material é muito mais fácil. Diferente do patrocínio, ele fornece um tipo de ajuda que não oferece recursos financeiros diretos. Por exemplo, uma empresa aérea que lhe forneça passagens, ou um hotel que hospede sua equipe, ou uma empresa que doe materiais ou equipamentos.

Na última semana, a editora amazonense Lendari, abriu a possibilidade para que empresas possam estampar suas marcas nos miolos das obras, brindes e outros impressos em troca de apoio cultural. Com sete títulos de autores nacionais para levar à edição deste ano da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que acontece entre agosto e setembro, a intenção é obter recursos para hospedagem e translado dos livros até o pavilhão Riocentro, na Barra da Tijuca, espaço que sediará a décima-oitava edição do maior evento literário do Brasil.

Além de ajudar a lançar os novos livros e relançar os já esgotados, a abertura do espaço como apoio cultural é uma forma de aproximar as empresas do setor privado no circuito cultural. “Em tempos de crise, esse tipo de investimento pode ser uma forma alternativa e interessante de promoção de marcas: você não exibe sua empresa, simplesmente, mas a associa com literatura e cultura”, avalia o publisher, editor e escritor Mário Bentes, criador da Lendari.

Entre os títulos de destaque para 2017, estão “O Capirotinho: uma dose de porquês antes do fim”, do ilustrador mineiro Guilherme Infante, que chega ao mercado editorial depois de fazer enorme sucesso nas redes sociais com seu personagem: um diabinho que faz reflexões pessimistas e bem-humoradas sobre diferentes aspectos da vida. Outra obra que tem alto potencial é “Alec Dini e o Vórtice do Tempo”, do paulista Felipe Recchia Pan, que vai explorar a lacuna deixada por Harry Potter. Mas, neste caso, a série vai investir em uma fantasia baseada em mitologias pouco exploradas, como as lendas celtas do Reino Unido e da Irlanda, e os contos clássicos do Rei Artur.

A editora ainda vai lançar dois outros títulos: “O último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais”, antologia de ficção científica com autores de todo o país, e “O Chamado à Aventura de Criar: a jornada do herói, criação de personagens e métodos de escrita”, obra de Bentes que vai orientar novos autores. Já os livros esgotados são “A Rainha de Maio”, de Jan Santos; “Quase o fim”, de Leila Plácido; e “Minhas conversas com o diabo”, do próprio Bentes.

Esse espaço para projetos tem sido adotado cada vez mais pelas empresas como uma alternativa para um serviço de promoção de marca. A dona do selo especializado em fantasia e ficção científica é mais uma a oferecer o serviço.

O editor explica que as empresas interessadas podem entrar em contato com a Lendari para saber as possibilidades de exposição de marca, valores e contrapartida. “Queremos ampliar o que conseguimos em 2016, para a Bienal de São Paulo, quando tivemos três empresas parceiras. Para 2017, são mais títulos e, portanto, mais investimentos. Queremos montar ações estratégicas em que todos saiam ganhando”, garante.

Os contatos podem ser feitos pelo site da editora, redes sociais ou pelo e-mail principal@lendari.com.br.