Rodando a cidade Rua Augusta

Rua Augusta


Quem hoje passa pela movimentada rua Augusta, seja a trabalho ou para ir até um dos bares e baladas que lotam as calçadas, não imagina que na década de 1960 e principalmente em 1970, segundo moradores da região, a rua era simplesmente uma feira de automóveis — dos mais possantes e luxuosos — que ficavam cercados de gente no estilo John Travolta do filme “Grease”, em busca de uma paquera.

Frequentar os cinemas da Augusta era um dos principais passeios dos jovens desta época também, que se deslumbravam com as salas do Marachá (foi demolido), Majestic (atual Espaço Itaú), Marabá (restaurado e em funcionamento, porém ), Picolino (abriga um teatro atualmente) e Paulista. No entorno ainda é possível desfrutar de salas com filmes mais alternativos, como o antigo Cine Belas Artes, hoje chamado de Caixa Belas Artes.

Atualmente quem vai até a Augusta, em grande parte, está em busca de agito, tanto do lado de fora, quanto de dentro das inúmeras baladas/bares que reúnem artistas e jovens modernos de toda a metrópole desde sempre, sendo uma das regiões de São Paulo com a maior concentração de casas noturnas, principalmente para o público LGBT.

Outro ponto forte deste trecho da capital paulistana é o comércio, que em meados de 1960 só ficava na região central e começou a se expandir para as travessas da Rua Augusta. Até mesmo fábricas foram atraídas para este pedaço de São Paulo na época, como a fabricante de pães de forma Pullman. Hoje, há desde salões de beleza, até livrarias, lojas de roupas (de todos os estilos e gêneros), galerias onde é possível encontrar discos de vinil e demais artigos colecionáveis, etc.

A Augusta está repleta de pessoas de varias tribos, quem sabe você não encontra a sua por lá? O melhor jeito de chegar nesta região é utilizando o transporte público da cidade, como as estações de metro Consolação e Trianon, ambas da linha verde de trens.