Rodando a cidade Liberdade

Liberdade


A Liberdade se tornou um ponto turístico da cidade de São Paulo, por causa da chegada dos imigrantes japoneses que se instalaram nas redondezas a partir do ano de 1912. A maioria residia na rua Conde de Sardeza, próximo ao um riacho que na época existia.

Para ganharem dinheiro, os novos moradores começaram a comercializarem seus produtos de terra natal, como o tofu e o manju. Vendiam também pratos mais elaborados: o sushi, sashimi, yakissoba, gyoza, entre outros. A região começou a atrair olhares e muitas pessoas iam visitar para experimentar a culinária japonesa e conhecer a cultura.

Mais e mais a população crescia, deixavam o Japão com o intuito de ganharem dinheiro em São Paulo. Outras ruas começaram a serem ocupadas como Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do PinhalConselheiro Furtado, dos Estudantes e Tomás de Lima. Por isso, em 1915 foi inaugurada a Escola Primária Taisho para educar as crianças japonesas. Nesses primeiros anos também foi fundando o primeiro Hotel japonês, o Ueji.

Em 23 de julho de 1953, a área ganhou mais um ponto turístico: um prédio com cinco andares, que além de abrigar lojas, restaurantes, também servia de espaço para um hotel e uma sala de cinema para 1.500 espectadores – conhecida como Cine Niterói -, lá era projetados filmes produzidos no Japão. Inaugurado por, Yoshikazu Tanaka, a intenção é que os japoneses pudessem matar a saudade da terra natal.

A rua Galvão Bueno começou a ser tornar o centro do bairro, e em abril de 1964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô), que ficava em sua esquina com a rua São Joaquim. Até hoje é possível visitar o espaço, principalmente aos domingos onde é aberto e oferece diversos pratos orientais.

Chineses e coreanos também passaram a fazer parte do reduto oriental que até então era só japonês. Após isso, a região  ganhou uma decoração no estilo oriental.

Restaurante, lojas e karaokês tradicionais, a Liberdade ainda tem como atrativos: a Praça da Liberdade, que serve como palco para os tradicionais festivos da cultura oriental, como o Ano Novo Chinês, além da feira todos os sábados e domingos; o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil; e os Templos Busshinji Comunidade Soto Zen Shu e o Templo Quannin do Brasil.